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Publicado no Jornal de Piracicaba em 01/05/2020

Estudo realizado por especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta os principais problemas econômicos que podem ser causados pelo quadro de isolamento social. São eles: paralisação de algumas atividades produtivas; dificuldade de abastecimento de alguns bens e serviços; aumento do número de demissões; da inadimplência; risco de falência em alguns setores; aumento de afastamentos sem remuneração; redução de trabalho para profissionais autônomos;  da pobreza e da miséria. As empresas já reduziram a projeção de crescimento adotando estratégias de sobrevivência, e os investimentos na grande maioria delas estão até congelados.

Como manter investimentos em marketing com reduções de vendas ou mesmo sem vender? Será que é o momento de cortar o investimento em marketing? Sabe-se que esse não é, de forma alguma, o caminho. Existe uma compreensão errada do que é praticar marketing, pois, para muitos, é apenas comunicação. Nesse momento em que todos estão voltados para a pandemia do Covid-19, qual a vantagem de investir em marketing quando não se sabe se conseguirá sobreviver mais um dia, principalmente no caso das pequenas empresas?

Primeiramente, cabe ressaltar que o marketing é saber conciliar esforços criativos e táticos dialogando com o macroambiente, transformando ameaças em oportunidades e adaptando seu produto/serviço ou marca às necessidades do público-alvo e seus stakeholders. Devemos ser realistas em relação à pandemia, mas não podemos esmorecer e deixar de buscar oportunidades.

Retire o “S” da palavra crise e, assim, crie alternativas para dar continuidade a seu negócio. O marketing fará com que seu produto/serviço ou marca atravesse a turbulência e chegue vitorioso ao final dessa atribulação. É importante destacar algumas estratégias que podem e devem ser utilizadas permanentemente em seu negócio durante a pandemia, com objetivo de que a empresa seja lembrada quando o consumo voltar próximo da normalidade.

Para tal objetivo ser atingido, deve-se levar em consideração os seguintes fatores: criar conteúdo de comunicação com foco na marca, e não em vendas; trabalhar na produção de conteúdo para redes sociais, blogs e assessorias de imprensa, o que são boas estratégias; vale a pena pensar em uma comunicação em que a empresa possa demonstrar para a sociedade que está preocupada com a saúde das pessoas nessa fase; procurar construir caixa para sobreviver a esse momento; destacar o motivo pelo qual seu produto é importante; reavaliar o posicionamento da marca; estar presente em um número maior de canais nos quais os clientes estão.

Desse modo, ir além  daqueles já usados, seja por chat, Instagram ou Facebook; entender se é possível ter uma entrega ou experiência alternativa em seu business; demonstrar cuidado e empatia – é preciso avaliar a forma como se comunicar para não parecer ser oportunista com essa situação; entender quem são seus consumidores e perceber o que eles vão querer ouvir de você; procurar entender a situação dos consumidores para não perder o contato com eles hoje e mesmo com os potenciais novos consumidores; os microinfluenciadores estão em alta e podem ser utilizados, porém, antes de tudo, é preciso estudar qual o estilo de microinfluenciador irá dialogar melhor com a sua marca; ter um briefing bem assertivo que defina com sucesso a campanha; buscar promover tráfego qualificado para seus canais digitais, o que gera leads e faz com que mais pessoas os visitem; procurar elaborar conteúdo relevante e segmentado a fim de atrair o público certo para seus canais digitais, visto que ele será seduzido pelo conteúdo de sua comunicação.

Para conquistar a confiança do cliente, o momento exige estratégias pautadas numa comunicação aberta e interativa com seu público-alvo. Desse modo, é fundamental saber a opinião dos clientes, acompanhar sua reação e adequar suas estratégias às necessidades deles.