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Publicado no Jornal de Piracicaba em 31/08/2017

Como oferecer cursos de Administração que hoje estão estruturados com alta carga de disciplinas teóricas?

Para uma geração de alunos que já nasceu conectada, tem hábito de pouca leitura e é muito ansiosa e precisa saber tomar decisões de forma rápida e correta.

Um ponto afirmativo é, não basta mais uma lousa, um professor e uma biblioteca. Desde o ano 2000, inicio da era digital, os cursos viram a necessidade de se adequar ao perfil do estudante, agora se torna vital readequar a metodologia de ensino para ser um diferencial e introduzir novas ferramentas dentro da sala de aula, para transforma-los em tomadores de decisões.

Os professores precisam conviver harmonicamente com a tecnologia e usá-la como aliada em suas aulas. Segundo dados do Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), em 1952 tínhamos apenas 2 cursos, em 2015 os cursos totalizam 2.107.

O crescimento não reflete apenas no numero de cursos, mas  na velocidade em que a grade curricular vem sendo adaptada para receber o aluno do novo milênio. Os cursos de administração são muito fáceis de  serem reproduzidos, não  exigem laboratórios sofisticados e não  exigem muita  estrutura.

Ao analisar as inovações que muitos cursos já realizaram para adaptar o curso as exigências do mercado verifica-se: ações como criação de disciplinas, que permitem ao aluno sair de sua zona de conforto e vivenciar em uma empresa o dia a dia e melhorando seu conhecimento com o cotidiano diário e real de estar em uma empresa. Outros, para auxiliar na formação transversal, criaram programas de formação complementar, que permite ao aluno cursar até quatro disciplinas extras em outros cursos da própria instituição, permitindo aprimorar seus conhecimentos na área.

Com a velocidade com que o conhecimento se reproduz, as faculdades precisam fazer revisões a cada 4 ou 5 anos para incluir novos assuntos, excluindo temas ultrapassados. Alguns cursos já incluíram semanas de imersão durante o curso em que os alunos interrompem as atividades regulares e se concentram em questões fora da sala de aula, onde apresentam uma proposta de solução para representantes de determinada empresa.

Os estudantes estabelecem contatos com empresários de determinados setores e mergulham naquele assunto para propor melhorias e soluções. Criaram disciplinas virtuais em parcerias com Universidades Internacionais, objetivando melhorar a interação entre aluno e professor e conhecer novas posturas administrativas, permitindo desenvolver conhecimento com negócios internacionais e ter contato com problemas globais, aumentando suas competências internacionais.

A atualização da grade curricular   precisa refletir a complexidade de saber lidar com organizações cada vez mais modernas e formadas por pessoas cada vez mais jovens. O professor apresenta um papel de facilitador para estimular a participação dos alunos, onde a sala de aula se torna o local de aprofundamento das discussões.

Temos cursos associando o ensino a incubadoras, programas para estimular o empreendedorismo dos alunos e auxiliar empresas que estão começando, prestando consultoria com apoio dos professores. As carreiras  do futuro são variadas, mas demandam habilidades em  comum, como flexibilidade, dinamismo e domínio da tecnologia.

Para se preparar para assumir novos postos de trabalho exige, além de bons cursos, visão do mercado e pro atividade. A tecnologia traz uma transformação para a maioria das profissões, o desafio não é mais a discussão sobre se o robô e a tecnologia vão substituir o ser humano, mas é pensar em que habilidades os robôs não conseguirão ser melhores do que o ser humano.