image_pdfimage_print

Pulicado no Jornal de Piracicaba em 17/08/2017

Muitos varejistas  suspiram saudosos pelo ano de 2010. Época memorável, com os indicadores de negócios superando a casa dos dois dígitos. Ao fim de 2016, muita gente respirou aliviada. Foi um ano difícil e todos – consumidores e empresários – torciam para que a virada chegasse.

Iniciamos 2017  carregados de confiança de que a crise terminaria, que o País se estabilizaria e que, finalmente, os planos poderiam ser retomados. Finaliza-se o primeiro semestre do tão aguardado ano e já tem gente torcendo para que os próximos seis meses passem tão depressa quanto 2016.

Em qualquer país do mundo, crises acontecem e precisam terminar é assim que funciona. Não podemos desistir, é preciso preparar a empresa para um crescimento sustentável. Em meio a noticias ruins, instabilidade  politica, vendas em queda, o varejo precisa olhar para frente, a hora de crescer não pode esperar as instabilidades passarem.

O varejo precisa se adaptar, reinventar, o consumidor está empoderado de informações. Novos formatos  de lojas surgem para conquistar espaços e aproximar os clientes das marcas   ressaltando a experiência de compra. Sabe-se que o e-commerce está mais forte, novas tecnologias chegam ao ponto de venda para facilitar a venda.

Neste  contexto, onde o relacionamento entre vendedor e cliente fica distante, empresários estão ousando com modelos de lojas para ganhar espaço e estreitar relacionamentos entre marca e experiência física de compra. O varejo já apresenta estratégias de marketing denominadas de lojas itinerantes ou móvel com proposito de levar a experiência para onde o consumidor está.

Marcas de diversos setores como alimentação, óticas, cosméticos, vestuário e até petshop já estão ousando. Vale  a pena o varejo brasileiro repensar  a ação como alternativa, para muitos  considerada como uma retomada da estratégia da modalidade de venda  denominada porta a porta adaptada ao novo cenário com novos consumidores.

A Patagônia, marca californiana de roupas esportivas para a prática de esporte ao ar livre, é símbolo do capitalismo consciente e apontada como uma das empresas mais inovadoras do mundo. Com proposta  que sugere que as pessoas reduzam o consumo, recuperem e reciclem suas roupas, criou a loja móvel de recuperação de vestuário na parte de trás de um carro que funciona com biodiesel, e com máquinas de costura.

O carro anda ao redor dos Estados Unidos para oferecer reparos de roupas, independentemente da marca delas. No veículo, os clientes também aprendem como fazer os reparos das suas próprias peças.

A Garnet Hill, comércio eletrônico de roupas, acessórios e decoração, criou uma loja itinerante para participar ativamente de diferentes comunidades. Ela testa um modelo tangível de negocio com consciência de uma marca mais ecológica, pois, trabalha com materiais reutilizados.

Como ação de merchandising, a loja incluiu no containers banheiro, um quarto, um closet, uma sala de estar, uma cozinha, um deck superior e uma varanda, além do espaço ao ar livre com música.  Outra marca é a  Starbucks, tem uma cafeteria dentro de um trem na Suíça, em parceria com a linha ferroviária nacional SBB.

A cafeteria “em movimento” serve pratos típicos, café da manhã e tem baristas autênticos. O exterior do carro vermelho e branco é marcado com o logotipo da Starbucks com icones brancos que representam os itens do menu, incluindo bebidas e bolos, bem como o símbolo de Comércio Justo e uma imagem de máquinas de café expresso da Starbucks, foram criados e colocados nas janelas para destacar os produtos dentro do vagão de trem.