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Publicado no Jornal de Piracicaba em 13/06/2019

Mais da metade da população brasileira tem sobrepeso (54%) e 18,9% estão obesos, segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (2018).  Fatores como esses são oportunidades tanto para a indústria farmacêutica e de alimentos, como para os negócios da moda.

A oferta de vestuário para tamanhos acima de 46 ainda sofre com falta de matéria-prima e esbarra no preconceito padronização magra de beleza. Esse mercado vem sendo abastecido principalmente por pequenas empresas algumas administradas em família, apesar de ser dominado pelas PMEs, o setor de vestuário para quem veste acima do tamanho 46  em 2018, faturou  R$ 7,1 bilhões, segundo dados da Associação Brasil Plus Size.

Considere uma pessoa acima do peso, que se  sente bem com o seu corpo, amada por seu companheiro(a) e que deseja comprar uma roupa de uma marca,  na maioria dos casos, este consumidor se sente excluído, rejeitado sabe que ao entrar em uma loja o vendedor, ao verificar suas medidas, não terá nada  para oferecer. O plus size, numeração de roupas que se enquadra em mais da metade da população brasileira, mas que ainda é rotulado como fora do padrão tem apresentado crescimento mesmo em um cenário de crise.

Ao entrar em um shopping  encontraremos uma ou duas lojas que atenderão ao publico plus size. São poucas  as cidades que apresentam lojas multimarcas, mas ainda existem bairros que comportariam receber uma loja para o segmento plus size.

Segundo dados do IEMI- Inteligência de Mercado atingiu numero de 19.439 empresas que produzem moda feminina  destas 30,4% produzem  plus size feminino o mercado masculino  de um total de 14.339 empresas somente 19,8% atuam no plus size. Trata-se de um segmento pouco explorado para o lojista com demanda mal suprida pelo consumidor plus size que deseja ser tratado de forma diferenciada.

O varejo de vestuário tem acompanhado a demanda crescente pelos tamanhos diferenciados. Grandes marcas do varejo já identificaram a oportunidade e incluíram em seu mix de produtos.. O cliente plus size é fiel, e se puder ter acesso a roupa dos seus sonhos não medirá esforços.

Enquanto são poucas as marcas que conseguiram enxergar destacam-se as pioneiras Riachuelo, Marisa, Renner, Pernambucanas e C&A. Cada marca com sua estratégia de marketing e merchandising diferentes.  Identificam-se ações das mais variadas como: – manter roupas plus  nas araras misturadas com as roupas de mulheres magras, teoricamente ideia muito boa para não discriminar a mulher gorda e mostrar  que pode adquirir a mesma roupa da mulher magra, negativo porque não são todos os modelos que apresentam tamanhos maiores  e o consumidor ficar procurando arara por arara pode ser uma situação cansativa; -sinalizar as araras é uma boa opção como trata-se de um segmento diferenciado é importante dar destaque podendo colocar as  araras com os produtos no centro da loja enquanto outras definem o fim da loja para trabalhar o merchandising.

Com  déficit de oferta, o segmento é pouco explorado pelo varejo brasileiro e pouco estudado em termos de gostos e preferências. Acredita que parte da dificuldade para esse mercado crescer esteja no fato de a moda ainda estar muito ligada a padrões de magreza. Aproveitando o crescimento do mercado  não só os blogueiros (principalmente blogueiras) e influenciadores digitais têm aproveitado o crescimento como a publicidade e a TV também começam a prestar atenção no público. Talvez seja uma grande oportunidade de negocio ou para diversificar suas atividades.