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Publicado no Jornal de Piracicaba em 10/01/2020

O planejamento no âmbito organizacional pode ser compreendido como adoção de um conjunto de medidas devidamente planejadas, com intuito de aprimorar ações para que os objetivos sejam atingidos.  No início de cada ano, é o momento de olhar para dentro das empresas de seus próprios negócios e fazer uma boa faxina.

Por meio de um plano estratégico a partir de análises e de decisões corretas, sua empresa ou seu negócio será beneficiado. Em um novo começo de percurso, a frase do economista Albert Fishlow nos leva a refletir sobre a importância de planejar, agir e alcançar resultados: “A velocidade da economia é semelhante à velocidade de uma carroça. Depende de dois fatores: o peso da carroça (governo) e a força que o puxa (investimentos e empresas)”.

É importante observar atentamente seu negócio e procurar visualizar onde ele estará daqui a cinco anos, bem como de que maneira o acesso à informação, as novas tecnologias, o mundo digital e a inteligência artificial o impactarão. As empresas precisam ser criativas, e, para isso, é necessário que as pessoas envolvidas reconheçam o momento correto para mudar, pensar, repensar modelos, construir projetos alinhados com o mundo em que vivemos, a fim de  agregar valores a seus produtos e marcas e atender às necessidades e aos desejos de seu público-alvo.

A seguir, selecionam-se algumas ações necessárias para ajustar o peso da carroça e a força dos cavalos que irão puxá-lo. Nessa analogia, se o fardo está pesado, resta ajustar os negócios e os investimentos. Para investir em gestão, é indispensável ter postura estratégica, visão de futuro e investimento na atividade-fim, assim como aprender com as necessidades dos clientes.

Ao trabalhar com a questão da gestão orçamentária, é preciso olhar para sua linha de despesa e gastos, para verificar se os recursos estão sendo alocados de forma eficiente. As oportunidades de redução de custos, os ganhos de eficiência e outras melhorias imprescindíveis a qualquer empresa precisam ser provocados, repensados e padronizados constantemente. Trata-se de um movimento cíclico: a cada rodada, uma nova ideia, um novo jeito.

Com o tempo, os hábitos mudam, os resultados aparecem e a cultura da organização evolui. Ao olhar para dentro de seu negócio, deve-se avaliar as despesas propostas, e não apenas as que cresceram acima da meta orçamentária, analisar as premissas relacionadas com a função de cada gasto e as necessidades estratégicas da empresa.

Ademais, deve-se procurar alocar recursos com foco nos fatores-chave do negócio, sendo estes fundamentais para garantir o crescimento desejado. Quando não se sabe aonde quer chegar com a empresa, qualquer direção leva ao caminho “certo”. Se não houver uma estratégia definida não haverá planejamento, portanto surgirão dificuldades no momento de elaborar o orçamento.

Os indicadores estratégicos precisam estar claros para compreender quais despesas são realmente necessárias. Nesse sentido, recomenda-se a elaboração de um orçamento descentralizado por uma equipe composta por profissionais de diversas áreas, a qual, por não ter vícios nos gastos apresentados, construirá o orçamento de forma inovativa.

Não se reduz um orçamento em 15% ou 20% do dia para a noite. Existem muitas ações que são de rápida implementação, mas há outras que precisam de prazos maiores ou de projetos. Sempre que necessário, deve-se monitorar as ações, para assegurar a correção de rota.

Em um processo de readequação de gastos e redução de despesas, é preciso envolver todos os colaboradores, uma vez que, ao transformar a cultura da empresa, tira-os da zona de conforto e faz com que cada um deles entregue o seu melhor.