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O distanciamento entre a universidade e a empresa reduziu a possibilidade de desenvolvimento de ambas, da sociedade, da formação dos acadêmicos e de futuros profissionais. Para que o desenvolvimento ocorra em ritmo que a sociedade necessita, a relação universidade e empresa deve ser um elo de complementaridade.

A universidade fornecendo conhecimento e tecnologia, e, a empresa absorvendo os graduados, como força de trabalho e como agentes de disseminação do conhecimento. As empresas podem até financiar pesquisas onde considere a possibilidade do desenvolvimento compartilhado da inovação e, mais especificamente da transformação do conhecimento em produtos, processos e serviços.

Ambas podem contribuir para o desenvolvimento socioeconômico. Para melhorar e ampliar essa oportunidade da relação universidade e empresa são necessárias ações para incentivar as atividades de ciência e tecnologia que estejam articuladas com as necessidades do setor produtivo. As pressões dos mercados e a necessidade de:- alterações nas organizações para tornarem competitivas; – rever as relações de emprego de longo prazo para prazos mais curtos; – repensar os modelos de gestão para adequação as exigências do mercado exige uma reflexão das praticas atuais desenvolvidas entre as partes.

Há a necessidade de desenvolverem-se novos modelos que busquem a possibilidade de avaliar a experimentação como forma de construção de um novo conhecimento não só oriundo da teoria, mas sob o aspecto acadêmico pautado na perspectiva de gerar maiores oportunidades de trabalho. As alianças entre universidades e empresas são entidades geradoras de conhecimento e de novos produtos úteis à humanidade.

Grande parte de estudos realizados sobre a relação universidade empresa tem focado nos resultados obtidos pelos projetos de pesquisa . Para a empresa os resultados de uma pesquisa têm importância meramente incidental.

O que importa não é o resultado, mas o impacto que o novo conhecimento gerado pode contribuir para o desempenho de uma empresa, na geração de novos produtos, nos processos produtivos. São poucos os casos isolados de sucesso, a parceria anda por um caminho cheio de obstáculos no Brasil. Estudo realizado por Borges e Vilela (2011) retratam no contexto atual os obstáculos à aproximação entre universidades e empresas sejam estas publicas ou privadas com excelentes níveis de pós-graduação e pesquisa.

Para melhorar a relação é preciso compreender os obstáculos . Por parte da universidade são vistas como ambientes burocráticos e complexos fatores que desestimulam o pesquisador de procurar parcerias com a iniciativa privada, uma vez que o fator tempo para o meio empresarial tem grande importância, pois necessita de resultados rápidos para assegurar sua competitividade no mercado.

Apesar de existir legislação que permita ao pesquisador ser recompensado financeiramente ao transferir sua pesquisa para empresa privada fica mal vista pelos acadêmicos. O ambiente acadêmico prioriza os resultados sob a forma de produção cientifica de artigos. O setor empresarial pressionado por resultados de curto prazo têm dificuldade de inserir em seus portfólios, projetos de pesquisa que normalmente são longos e com um grau de risco maior.

Para conciliar práticas exequíveis para a colaboração entre empresa e universidade é importante ressaltar projetos com conexões aos interesses internos da empresa. A pesquisa acadêmica sem uma conexão com o portfólio de P&D (pesquisa e desenvolvimento) da empresa e sem uma unidade corporativa que se importe com o resultado certamente não receberá atenção suficiente para ser considerada útil.

No mundo atual, sabemos que a pós-graduação e a pesquisa são a matéria–prima para a inovação. Essa matéria–prima fica desperdiçada se não constrói um ambiente adequado para que o conhecimento ultrapasse as fronteiras da academia e chegue até as empresas.