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Publicado no Jornal de Piracicaba em 18/09/2020

A construção de marcas se inicia no momento em que uma empresa, um produto ou um serviço surgem no mercado. Isso ocorre por meio da identidade visual, conjunto de elementos gráficos que irão formalizar a personalidade visual de um nome, ideia, produto ou serviço, a qual pode também ser chamada de identidade empresarial ou corporativa.

Tal identidade permite à empresa: construir sua imagem e a de seus funcionários, suas características particulares, produtos e/ou serviços oferecidos; elaborar políticas de gestão, planejamento estratégico e campanhas de divulgação; traçar seu desempenho e seu desenvolvimento histórico. Assim, ter uma identidade visual consistente é fundamental para o sucesso das marcas das empresas, dos produtos e serviços.

Para construir uma marca forte, é preciso compreender o que sua marca representa, tendo a certeza de que todos a veem da mesma maneira. Algumas perguntas devem ser respondidas para auxiliar sua marca neste momento da pandemia do coronavírus: qual é a proposta de valor da marca diante de nossos clientes e stakeholders? Quais sentimentos e associações desejo passar quando as pessoas pensam sobre minha marca associada a meu apoio à prevenção do coronavírus? Quais benefícios emocionais estamos oferecendo aos clientes?  

Ao obter respostas para essas perguntas, você terá a informação básica para sua estratégia de marca, a qual, sendo bem feita, torna-se uma poderosa ferramenta de gestão e execução para ajudá-lo a desenvolver relacionamentos mais fortes com clientes, criar campanhas de marketing rentáveis e eficazes, além de ter uma empresa mais integrada. Neste delicado momento, é importante os líderes de empresas assumirem uma postura proativa em relação aos problemas do mundo.

Nesse cenário, as empresas que não atendam às necessidades da sociedade poderão ter suas marcas comprometidas. O fato de as marcas não terem um propósito social claro deixará as empresas menos aptas a alcançar seus objetivos básicos de crescimento e lucratividade. Não se descarta a busca pelo lucro, mas, sim, associar sua marca ao objetivo social, pois ambos devem estar ligados.  

Em face dos fatores do macroambiente, como epidemias que impõem riscos crescentes, inundações, secas e terremotos, que estão ficando cada vez mais intensos e frequentes, as marcas das empresas necessitam mostrar para a sociedade sua preocupação com o bem-estar das pessoas. Os temas como Responsabilidade Social Empresarial (SER) e negócios sociais nos remetem à importância de associar a marca a uma consciência corporativa.

O momento leva os líderes de empresas a pensar sobre suas estratégias de marcas para critérios de uma gestão consciente, cabendo-lhes cuidar destas como  guardiões de seu propósito social. Construir uma marca ou iniciar um trabalho de inserção de mercado está relacionado ao envolvimento que ela tem com as questões que regem nossa existência.

Nesse sentido, as marcas precisam ter uma personalidade própria, um DNA. As pessoas só entenderão essa personalidade e terão interesse em conhecer uma marca se esta conseguir despertar a atenção do indivíduo. Como propiciar isso?  

Procurando sempre ser interativo, ou seja, aproximar-se de seu público e fazer parte da vida dele ou, pelo menos, fazer com que ele saiba quem você é e goste de você. Essa não é uma tarefa fácil, pois exige conhecimento de mercado, estratégia e foco.

Comunicar por comunicar qualquer empresa ou marca faz. Para dar certo, é preciso mais que comunicar. É fundamental informar o que despertará o interesse de seu público. Cada marca tem uma personalidade, e seu público possui interesses diferentes, por isso a forma de interagir varia muito. Diante do exposto, pode-se afirmar que, quanto mais características humanas conseguirmos associar a uma marca, mais forte e consolidada ela se tornará.