Os sete desafios da inovação para shopping centers

Há cerca de quatro anos fizemos uma previsão sobre os rumos dos shopping centers em nosso país. Naquela época vivíamos o auge da crise econômica, que prejudicava tremendamente a visão de longo prazo, mas mesmo assim publicamos um artigo que afirmava que ‘Depois da crise virá a terceira onda nos shopping centers’.  É verdade que a crise ainda não está completamente superada, mas a tal terceira onda já está entre nós.

Quer saber que ondas são essas?

A primeira onda dos shoppings foi surfada pelo marketing, que com seus eventos, campanhas e promoções garantiu fluxo nos empreendimentos, Brasil afora. Aos poucos, no entanto, todos passaram a sortear os mesmos carros, a comprar os mesmos eventos e a vender o mesmo conceito em sua comunicação.

Foi quando entrou em cena a segunda onda, comandada pelas áreas comerciais, que trouxeram marcas internacionais inéditas, restaurantes capazes de fazer as pessoas saírem de suas casas ou escritórios, serviços, entretenimento e muito mais. O tenant mix diferenciado garantiu a atratividade de muitos shoppings. Com o passar do tempo, porém, com a necessária expansão dessas redes, a mescla de lojas voltou a ficar bem parecida. Além disso, o e-commerce ganhou terreno e passou a desafiar o próprio conceito do shopping, até então o templo de consumo perfeito. Chegamos a ouvir muita gente boa anunciar a morte dos shopping centers, veja você.

Os shoppings não morreram e nem vão embora tão cedo. Mas estão, isso sim, passando por profundas transformações, o que exige novas soluções. Por isso, o momento agora pertence à tecnologia e inovação, protagonistas da terceira onda. Hoje, administradoras de todos os portes e até mesmos shoppings independentes possuem áreas de inovação ou ao menos comitês dedicados a pensar o futuro do setor.

Listamos sete desafios que o pessoal de inovação deve priorizar em suas agendas de trabalho. Vamos lá?

1) Propósito: inovação não é necessariamente sinônimo de novas tecnologias.

2) Modelo de negócios: as lojas físicas passam por profundas mudanças.

3) Omnichannel:  mas qual modelo de integração com as vendas online escolherão.

4) CRM: muitos varejistas estão fazendo fortes investimentos para conhecer seus consumidores, customizar ofertas e personalizar o relacionamento.

5) Ecossistema: o conceito está se popularizando, a partir dos casos chineses, incensados até mesmo no Big Show da NRF, território onde os exemplos americanos costumam deixar pouco espaço para brilho estrangeiro.

6) Relacionamento com lojistas: a evolução do varejo, vai obrigar também os lojistas em shopping centers a fazer esforços importantes para acompanhar as novas demandas dos consumidores, integrar canais e reformar a ideia do ponto de venda tradicional.

7) Gente: Por mais que a tecnologia tenha um papel fundamental na vida moderna, queremos relações humanizadas.

Como você pode perceber, inovação em shopping centers envolverá necessariamente marketing, tenant mix, área comercial, tecnologia, gestão de pessoas, cultura e muito mais.  A terceira onda é complexa, assim como o mundo onde vivemos.  A terceira onda é também gigantesca. Diante desse desafio, você tem duas opções: ser engolido por ela ou surfar a onda. Garanto que a segunda opção, além de garantir sua sobrevivência, é também mais divertida.

Por  Imprensa Mercado & Consumo



Havan lança laboratório de inovação e nova unidade


A rede de lojas de departamento Havan transformou o seu setor de TI em um Laboratório de Inovação, chamado “Havan Labs”. O foco do novo espaço, localizado na sede da empresa em Brusque (SC), é encantar o cliente em sua experiência de compra, trazendo inovação a eles, mas também aos fornecedores e colaboradores.

De acordo com a Havan, com a criação do laboratório, a tecnologia passa a ser parte da gestão da empresa, participando da tomada de decisões e do planejamento e deixando de ser apenas um setor de apoio.  130 pessoas trabalharão no espaço.

A Havan também irá realizar outra inauguração. Em março, a rede irá abrir sua nova unidade, localizada na cidade de Paranavaí, no noroeste do estado do Paraná. Para a implantação da loja, foram investidos R$ 30 milhões. De acordo com Nilton Hang, diretor de Expansão da Havan, a unidade com 8 mil metros de área construída irá gerar 150 vagas de emprego. A companhia também irá investir cerca de R$ 150 milhões na abertura de cinco lojas no Distrito Federal.

Por  Imprensa Mercado & Consumo



Pantys chega ao mercado como primeira marca brasileira de calcinha absorvente

Falar de menstruação pode ser desconfortável. O assunto não é muito discutido fora dos consultórios e das farmácias. Ir até uma loja para falar sobre o seu fluxo ou sobre o ciclo menstrual de outra pessoa pode parecer estranho, mas para quem conhece a Pantys isso fica cada vez mais longe de ser um tabu. A marca aposta em um novo jeito de encarar esse período e vende calcinhas feitas para substituir os absorventes comuns. A ideia é que as clientes fiquem despreocupadas durante o ciclo menstrual e encarem os dias de fluxo como normais. À primeira visita, todos (homens também vão à loja) estranham e se perguntam como o produto funciona. A Pantys é a primeira empresa a fabricar e a vender esse tipo de roupa íntima no Brasil. Hoje, o grande desafio das sócias que fundaram o negócio, a engenheira química americana Emily Ewel e a brasileira Maria Eduarda Camargo, é responder a perguntas. Muitas perguntas: como funciona? Vaza? Como faz a higienização do produto? Em quanto tempo ele deve ser descartado? Diante de tantas dúvidas, antes de vender o produto, elas precisam vender toda a categoria. Afinal, é tudo muito novo para as consumidoras brasileiras. Depois de mais de um ano de pesquisas, elas finalmente abriram uma loja virtual em agosto do ano passado. A oportunidade que Emily havia identificado se concretizou – todo o estoque foi vendido em menos de um mês. O motivo é nobre, mas já nas primeiras semanas elas enfrentaram a primeira grande dificuldade: aumentar a capacidade de produção. Ao menos 18 componentes são necessários para a fabricação das calcinhas e dos sutiãs. COMO FUNCIONA? A calcinha é feita em camadas para realizar a absorção. O tecido é à prova d’água e possui secagem rápida para evitar que as mulheres fiquem em contato com a menstruação. Aliado a isso, a tecnologia usada para produzir as peças mata a maioria das bactérias, o que evita o mau cheiro. A grande aposta da Pantys é o conforto. Os itens têm um terço da espessura do absorvente comum. A empresa promete uma absorção três vezes mais potente que os absorventes externos. O portfólio da marca é dividido em duas linhas – menstruação e maternidade. As calcinhas são separadas por fluxo – a tanga é usada para fluxo leve, os modelos clássica e biquíni servem para fluxo moderado, já as hot pants são recomendadas para fluxo intenso. A Pantys também oferece produtos para serem usados no período pós-parto. O sutiã da marca facilita a amamentação e evita vazamentos. Existe também uma calcinha pós-parto.A Pantys quer mudar o jeito de falar sobre menstruação. Para a marca, o desconforto que o assunto traz é coisa do passado.A marca começou no e-commerce, mas percebeu que a natureza do produto precisava de uma concretização física. As clientes precisavam ter contato com o produto. Para resolver o problema, a empresa abriu uma pop store em São Paulo. A inauguração da loja aconteceu três meses depois do início da operação na internet. Com isso, a marca de lingeries não fez o caminho tradicional – iniciar no ponto físico e depois apostar na loja virtual. O plano de expansão da empresa não descarta a abertura de novos pontos físicos. As empreendedoras estão à espera de boas oportunidades. O movimento da Pantys mostra a importância das lojas físicas e do contato dos consumidores com o produto.
“As pessoas vêm aqui e falam ‘nossa, não acredito que parece uma calcinha normal’; este é um espaço institucional e serve para as pessoas terem contato com o produto”, conta Emily sobre a loja que fica na famosa rua Oscar Freire. Além da unidade própria, os produtos também são vendidos em mais três espaços – dois no Rio de Janeiro e um projeto em Pinheiros, na capital paulista.

POR Leonardo Guimarães da Revista No Varejo




Máquina que troca garrafa vazia de cerveja por desconto chegará a mais 500 supermercados

A cervejaria Ambev acaba de investir R$ 1,5 milhão no desenvolvimento de uma máquina própria de coleta de garrafas retornáveis, o que vai facilitar ainda mais a troca desses vasilhames para os consumidores. O investimento na tecnologia, que antes era importada, vai gerar uma economia de até 70% nos custos logísticos dessa operação. Hoje, a companhia já conta com cerca de 900 equipamentos em supermercados de todo o país. Até o final de 2017, mais 500 máquinas estarão disponíveis nas principais capitais do Brasil.

As máquinas de coleta permitem a troca das garrafas de vidro de maneira simples e prática: depois de comprar o primeiro vasilhame, o consumidor só precisa levar o casco vazio até a máquina e, assim, retirar um ticket de desconto para a compra de um outro retornável. A economia com essas garrafas pode chegar até 30%, já que, após a primeira compra, o cliente não paga por uma nova embalagem. Ou seja, com a retornável o consumidor economiza no preço da cerveja e ainda gera menos impacto no meio ambiente.

A Ambev também investiu no desenvolvimento de uma cesta, para facilitar o transporte durante a troca dos vasilhames. A ideia surgiu depois de uma pesquisa encomendada pela cervejaria indicar que dentre os consumidores que ainda não optam pela garrafa retornável no supermercado, 35% pontuam justamente a dificuldade na hora do transporte. A cesta ajuda o consumidor a reunir os seus cascos, trocar na máquina e levar novas cervejas para casa de um jeito ainda mais fácil. Os consumidores poderão adquirir suas cestinhas em grandes redes varejistas.

Essa mesma pesquisa mostrou ainda que 70% dos entrevistados já perceberam que as retornáveis são a opção mais barata e 21% consome esse tipo de vasilhame por enxergar suas vantagens sustentáveis. Esse resultado mostra que a ampliação da oferta de garrafas de vidro retornáveis é uma estratégia que tem dado certo.

No ano passado, a venda de cervejas da Ambev nessas embalagens cresceu 64% nos supermercados. Hoje, uma em cada quatro garrafas comercializadas pela cervejaria neste canal já é retornável. Por isso, a companhia está investindo em processos que facilitem a troca e o transporte desses vasilhames e também na ampliação de seu portfólio, com a aposta nas minirretornáveis, as garrafinhas de 300 ml. Esse formato, que já contava com as marcas Skol, Brahma e Antarctica, ganhou agora mais um reforço: o consumidor já pode encontrar nos supermercados a nova Bohemia na versão mini.

Mercado.Etc




Conheça a primeira Fazenda Urbana da América Latina

Por: Melissa Lulio – Consumidor Moderno

A iniciativa é de uma startup brasileira e possibilitará a produção de alimento em quantidade equivalente ao que seria feito em uma fazenda de 30.000 m².

A cadeia de produção alimentícia em todo o mundo é muito ineficiente: 70% de todo o alimento produzido é desperdiçado desde o cultivo até chegar na mesa do consumidor. Para resolver esse problema, a startup BeGreen uniu a paixão pelo meio ambiente ao sonho de melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da produção de alimentos frescos com menos poluição e zero desperdício.

A empresa surgiu em 2015, produzindo alfaces orgânicas comercializadas em supermercados e entregues em restaurantes de Belo Horizonte. Dois anos depois, lançará a primeira Fazenda Urbana da América Latina.

O que é?
A ideia da BeGreen consiste em um modelo inovador que reduz custos operacionais pela proximidade com os consumidores e aumenta a produtividade com internet das coisas. Utilizando uma área 20 vezes menor, a startup produz a mesma quantidade de alimento que uma fazenda convencional de 30.000 m². Isso só será possível graças à tecnologia de sensores presente na estufa que, com ajuda de um software regula fatores como umidade, temperatura, PH, entre outros, e alcança o ponto ótimo para desenvolvimento da planta.

Além disso, a produção consome 90% menos água e sem emissão de gás carbônico, já que não há custos logísticos, pois os consumidores compram o alimento diretamente do local de produção.

Apoio
Tanta inovação atraiu o mercado. Em 2016, a startup recebeu investimento da Liga Ventures – aceleradora que gera negócios entre startups e grandes empresas, e tem clientes como a Porto Seguro, Cisco, Embraer, AES Brasil, entre outros.

“É muito importante auxiliar startups com ideias inovadoras que contribuem para o avanço tecnológico e social. Este é o caso da BeGreen. Para a Liga Ventures, é uma ótima oportunidade para gerar negócios nesse setor”, diz Rogério Tamassia, sócio-diretor da Liga Ventures.




Não há humanos nessa loja, mas você receberá o seu café

Em uma cidade que valoriza o café artesanal, uma loja que não conta com funcionários humanos se tornou referência em qualidade

Imagine um robô que faz o seu café. A ideia parece boa, prática e eficiente – e realmente é – mas, levanta uma questão: existem diversos empregos que poderão ser substituídos pelas máquinas. E isso não é exagero.

Como conta o Financial Times, de acordo com a McKinsey, 5% das ocupações atuais poderiam ser substituídas por tecnologias já existentes e presentes em nossas vidas. Porém, 45% delas poderiam ser trocadas por robôs, através do uso do que o que o FT chama de “tecnologias já demonstradas” – ou seja, já idealizadas e aplicadas, mas que ainda não são habituais. E é aí que o cabelo dos colaboradores dos dias de hoje fica em pé.

Um exemplo claro disso, como demonstra o jornal inglês, é o Cafe X, uma empresa localizada em um shopping em São Francisco, que já substituiu os baristas por uma máquina. O engraçado da história toda é que, por lá, o café artesanal é algo muito valorizado. Mesmo assim, o chamado “robocup” fez jus ao seu valor.

O consumidor sai ganhando nessa experiência, afinal, a ausência do trabalho humano torna o preço menor: um espresso custa U$ 2,25 e um latte tem o valor de U$2,95. (Grupo Padrão)

Escrito por Melissa Lulio




Mercado alemão abre mão de utilizar todo tipo de embalagem

Localizada em Berlim, a loja leva o conceito de sustentabilidade a outro patamar: redução, reutilização e reciclagem são de fato uma verdade.

Quem mora em São Paulo sabe que as sacolinhas plásticas oferecidas em qualquer mercado é um item pago – e não gratuito como ocorria em um passado não muito distante. Uma loja na Alemanha foi além e levou o conceito de consumo consciente às últimas consequências.

O Original Unverpackt é um mercado diferente e totalmente baseado no conceito de lixo zero e inserido no contexto dos 3Rs (redução, reutilização e reciclagem). Idealizado pelas sócias Sarah Wolf e Milena Glimbovski, o comércio tem como diferencial o fato de que seus produtos não são vendidos em caixas ou sacos plásticos convencionais. Aliás, não há embalagens ou avisos no espaço.

A proposta desse mercado localizado em Berlim é que o próprio cliente leva seu recipiente para ser pesado na loja e transportado para casa. Mas e se um consumidor esquecer o recipiente? Sem problemas: o mercado fornece potes de vidro ou sacos de papel reciclado.

Outro detalhe bem curioso é a preocupação com a emissão de carbono e a redução de custos com energia e transporte. Isso é possível por meio da venda de mercadorias (a maioria, claro) originárias de agricultores locais.

Por: Editor NV – (No Varejo)