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Publicado no Jornal de Piracicaba em 11/09/2020

A compra por impulso já não gera mais tanto lucro às empresas se a venda não vier acompanhada de bom atendimento, mix diversificado de produtos e comunicação dirigida. As modernas tecnologias produzem novas reações e novos comportamentos de compra, o que exige ações de marketing voltadas especificamente para o público-alvo de cada empresa, ou seja, não pode haver apenas uma única estratégia de marketing para atingir todos os públicos, como vem ocorrendo. Pode-se dizer que, no quesito atender aos anseios do consumidor, o varejo no Brasil está atrasado em relação aos mercados mais maduros. Sabe-se que o setor está de olho no futuro e que muitos varejistas estão fazendo um bom trabalho, porém várias marcas têm perdido espaço, provavelmente por não entenderem que precisam acompanhar as mudanças de comportamento de seu consumidor, e isso acaba gerando oportunidades para novos entrantes. No Brasil, muitos varejistas estão revendo seus canais diante do comportamento do novo consumidor, para o qual tempo é um ativo escasso. As empresas que se relacionarem de forma rápida com seus clientes irão colaborar para a economia de tempo deles e certamente estarão na mente dos consumidores. Qualquer estratégia adotada que auxilie o consumidor a economizar seu tempo com atividades que ele não julga serem tão importantes é essencial. Assim, rever o canal de distribuição é relevante para se manter no mercado. Para isso, é necessário identificar os varejistas que possuem pontos de venda apenas no ambiente físico e outros que os possuem somente no digital. A comodidade e os preços encontrados no meio digital não são páreos para a experiência de compra que se vivencia na loja física, em virtude do ambiente, do atendimento e da sensação de “levar na hora” o produto adquirido, apesar de o preço ser um diferencial de destaque no primeiro. No mundo atual, estão ganhando mercado os varejistas que conseguem criar além de uma experiência híbrida de consumo por meio de modelos que permitem ao consumidor decidir em qual canal quer efetuar sua compra, isto é, pode escolher o físico ou o virtual, e a maneira que ele deseja receber ou retirar seu produto. Desse modo, verificam-se modelos de loja em que funciona a venda virtual, e a unidade física atua como um showroom ou um centro de experiências para as compras virtuais. Nesse sentido, ter um ponto físico e um virtual como canais de venda torna-se imprescindível, o que o mercado denomina de “Fidigital”. O varejo de ontem era medido pelo número de lojas e pelo porte destas, hoje não apenas a presença, mas principalmente a relevância da marca diante de seu público consumidor e o engajamento dele com a marca são pontos fundamentais para assegurar o sucesso e dialogar com as diversas gerações de consumidores. Enquanto grandes varejistas estão caindo, uma série de pequenos negócios surgem e prosperam da noite para o dia, por compreenderem e oferecerem algo direcionado a seu público, tendo como diferencial o relacionamento que propiciam a seus clientes. Atualmente, para o varejo, tentar realizar uma venda sem entender que o consumidor está em busca de soluções poderá significar a não realização do negócio. Assim, cabe ao marketing das empresas preocupar-se não só com as embalagens e o produto, mas também com o emocional do consumidor.