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Publicado no Jornal de Piracicaba em 01/07/2017

Considere uma pessoa acima do peso, que se  sente bem com o seu corpo, amada por seu companheiro(a) e que deseja comprar uma roupa de uma marca de desejo, para se presentear ou para ocasião especial. Atualmente, na maioria dos casos, este consumidor se sente excluído, rejeitado sabe que ao entrar em uma loja o vendedor, ao verificar suas medidas, não terá nada  para oferecer.

O segmento Plus Size tem apresentado crescimento mesmo em um cenário de crise. Metade da população brasileira está acima do peso de acordo com pesquisa da Fashion Weekend Plus Size.

Trata-se de um mercado em crescimento para ser explorado. Ao entrar em um shopping  encontraremos uma ou duas lojas que atenderão ao publico plus size. São poucas  as cidades que apresentam lojas multimarcas especializadas, mesmo ao analisarmos as capitais aparentam ser cidades em que este segmento já está esgotado, mas ainda existem bairros que comportariam receber uma loja para o segmento plus size.

Segundo dados do IEMI – Inteligência de Mercado atingiu numero de 19.439 empresas que produzem moda feminina,  destas 30,4% produzem  plus size feminino o mercado masculino  de um total de 14.339 empresas, somente 19,8% atuam no plus size. Trata-se de um segmento pouco explorado para o lojista com demanda mal suprida pelo consumidor plus size, que deseja ser tratado de forma diferenciada.

O varejo de vestuário tem acompanhado a demanda crescente pelos tamanhos diferenciados. Grandes marcas do varejo já identificaram  a oportunidade e incluíram em seu mix de produtos. Segundo a entidade IEMI espera-se em 2017 que a produção plus size cresça 8,2% com destaque para o setor  feminino enquanto o masculino deve crescer 5.3%.

O cliente plus size é fiel, e se puder ter acesso a roupa dos  seus sonhos não medirá esforços. Enquanto para montar uma loja de varejo procuram-se regiões com muitos concorrentes, o que aparentaria  garantia de vendas, para este segmento vale destacar  busca  por lugares  ainda não explorados.

Das poucas marcas que perceberam este segmento, destacam-se as pioneiras Riachuelo, Marisa, Renner, Pernambucanas e C&A. Cada marca com sua estratégia de marketing e merchandising  diferente.

Identificam-se ações das mais variadas como: – manter roupas plus  nas araras misturadas com as roupas de mulheres magras, teoricamente ideia muito boa para não discriminar a mulher gorda e mostrar  que pode adquirir a mesma roupa da mulher magra, negativo porque não são todos os modelos que apresentam tamanhos maiores  e o consumidor ficar procurando arara por arara pode ser uma situação cansativa.

Sinalizar as araras é uma boa opção, como trata-se de um segmento diferenciado, é importante dar destaque podendo coloca-las com os produtos no centro da loja, enquanto outras definem o fim da loja para trabalhar o merchandising. Outras adotaram estrelas como garotas propagandas com perfil gordo, mas com curvilínea, o que gerou rejeição por parte do publico alvo.

Com grande déficit de oferta, o segmento é pouco explorado pelo varejo brasileiro e pouco estudado em termos de gostos e preferências.