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Publicado no Jornal de Piracicaba em 25/10/2019

O varejo, em breve, terá em seu calendário promocional a data mais importante e esperada do ano, o Natal. Por esse motivo, é preciso estudar todas as possibilidades de interagir com os consumidores por meio da exposição do produto ou serviço, na qual ambos devem reinar por excelência no espaço expositivo.

O vitrinismo é, portanto, um trabalho estético, artístico e técnico de exposição de produtos, cujo intuito é chamar a atenção do consumidor. Ele deve atingir o público em trânsito e informá-lo, possibilitando-lhe o conhecimento e/ou reconhecimento de tais produtos.

Nesse sentido, a vitrine é o local de evidência, de promoção visual de um produto ou grupo de produtos, em que são mostradas suas vantagens adicionais por um tempo predeterminado. Não podemos imaginar como vitrine apenas o espaço em frente de seu ponto de venda, pois tudo é vitrine, desde as prateleiras até o balcão ou as gôndolas.

Na verdade, é o estudo do produto no ponto de venda em que podem ser expostos desde alfinetes até automóveis, conforme a necessidade de cada um. Sua montagem deve ser planejada, criativa, quase cenográfica, e os produtos que serão expostos devem receber suporte que os valorize, cenário que os destaque.

Ao montar uma vitrine, alguns pontos devem ser levados em consideração, uma vez que, ao selecionar os produtos que deseja expor, você já está definindo o público-alvo a ser atingido: se buscar clientes de maior poder aquisitivo, que procuram exclusividade, o layout da vitrine deverá ter poucos objetos, dispostos de forma que cada um deles seja valorizado, ao passo que vitrines cheias se destinam a quem está em busca de ofertas de ocasião; o ângulo de visão mais indicado para destacar produtos deve estar entre 1,10 m e 1,90 m de altura; procure expor os produtos em posição que permita exibir suas características principais; inicie sua montagem pela área de difícil acesso preservando o que já foi montado, o que evitará acidentes.

A vida de uma vitrine é breve, por isso estar atento a quando mudá-la é muito importante. Numa rua de trânsito intenso, a montagem de um expositor manterá a novidade por duas semanas, no máximo.

Sugere-se que as vitrines nas lojas de rua sejam mudadas semanalmente e, nos shoppings, a cada três dias. Nesses locais, o ponto nobre de uma vitrine de loja é o centro, depois vem o espaço que fica ao lado da entrada, onde as pessoas obrigatoriamente passam.

Se você for elaborar uma exposição para crianças, fique atento, porque a partir dos três anos elas já decidem as compras. Além disso, para agradar a garotada, é preciso criar um espaço totalmente lúdico, com muita cor, de preferência as primárias: azul, vermelho, amarelo, pois transmitem alegria, e isso proporciona ritmo e dinamismo para a vitrine.

A iluminação também é um detalhe importantíssimo. Nunca use lâmpadas fluorescentes, visto que distorcem os tons. O correto é adotar os modelos incandescentes, como spots, pois a cor predominante é levemente amarelada, dando a sensação de aconchego.

Já as lâmpadas dicroicas são as que melhor reproduzem a luz natural. As vantagens de trabalhar com uma vitrine atrativa, chamativa, são estas: valorização e divulgação do mix dos produtos comercializados; atua como vendedor silencioso dos produtos, o que, em alguns casos, propicia redução do número de vendedores; economia de tempo do cliente, que está sempre com pressa.

Uma boa vitrine atrai o cliente e facilita a compra por impulso, a qual ocorre quando o consumidor é atingido por algum estímulo suficientemente forte que o leva a comprar no momento em que passa em frente da exposição do produto. E lembre-se: todo ambiente comercial, desde a vitrine até o caixa, deve ser projetado para encantar o cliente.

Com a aproximação do Natal, o varejo precisa estar atento no sentido de manter a vitrine como um ponto de atração para o consumidor, o que irá despertar nele o interesse, o desejo, e levá-lo à ação de compra.