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Como se relacionar com o consumidor do futuro

Olhar para o futuro é um exercício para identificar quais os fatores que influenciam nos hábitos de compra da sociedade? Fatores como: – a dinâmica digital, transformações econômicas, a crescente polarização política, movimentos sociais, mudanças climáticas e, claro, a pandemia, são pontos que devem ser considerados para elaborar ações para se relacionar com consumidores.

As empresas da Nova Economia precisam colocar o consumidor no centro da sua jornada, não basta apenas criar produtos e serviços adequados, mas promover uma experiência única na hora da compra. Em constante evolução o comportamento do consumidor nas últimas décadas com o avanço da tecnologia, a conectividade mudou a maneira de como comprar produtos e serviços.

O conforto em obter informações o tornaram mais antenado, engajado e exigente. A junção da transformação tecnológica e as mudanças comportamentais deu origem a Nova Economia. A expressão não é nova em 1983, na Revista Americana Time o jornalista Charles Alexander afirmou que enquanto as indústrias tradicionais estão sofrendo com a concorrência estrangeira, as novas empresas de tecnologia irão liderar o mundo em inovação.

O CEO Hendel Favarin, da escola de negócios focada em cursos corporativos e soft skills, na Nova Economia as empresas precisam ajustar os planos estratégicos pensando nos clientes, as empresas Costumer Centric, ou seja, o consumidor no centro. A principal característica dessas empresas é que elas constroem seus produtos com o cliente e não para o cliente.

Essas empresas utilizam o MVP – Mínimo Produto Viável onde os requisitos são mínimos, a construção é ágil, pequena, barata e a entrega para o mercado é a mais rápida possível para conseguir isso é necessário ter uma cultura muito forte de colaboração, inovação e experimentação. Esse contexto força as empresas a conhecer seu consumidor para conseguir desenvolver estratégias, promoções e ofertas especificas para cada tipo de cliente adotar e saber aplicar a estratégia de segmentação para dividir o mercado e clientes com comportamentos, expectativas e necessidades diferentes com essas informações conseguirá direcionar as estratégias e criar novos negócios.

Neste mercado competitivo é importante ouvir o cliente, seja no B2B ou B2C para dialogar com esse consumidor.  O novo consumidor não quer apenas uma simples mercadoria ou serviço, mas sim vivenciar experiencias que extrapolem suas expectativas . Como exemplo um aluno de uma escola de inglês não quer mais só uma aula de inglês, ele almeja uma imersão na sociedade anglo fônica, quer características culturais de quem é anglo fônico.

É preciso que as empresas se preocupem com a dor ou a vontade do consumidor  ele não quer investir um valor monetário para ter um carro, mas deseja ter acesso ao serviço que não implica em compra-lo ele se preocupa em usufruir e não ter. Esse perfil de comportamento está presente nas gerações Z e millennial que priorizam a conectividade, agilidade e sustentabilidade no setor de vestuário surgiram empresas que promovem a venda de produtos usados.

O estudo realizado pela Visa em 2021 aponta que até 2030, quase 60% de nossa força de trabalho será composta por millenials e indivíduos da geração Z, uma geração combinada que aceita muito mais tranquilamente identidades fluidas e flexibilidade de modo geral. Para esses nativos digitais estarem conectado para trabalhar, divertir e consumir já e possível pelas plataformas digitais.

Para atrair e retê-los é preciso ir além de oferecer um bom atendimento precisam encantar e estabelecer conexões emocionais por meio de seus produtos e serviços. Os novos consumidores na hora de escolher uma marca para consumir priorizam as empresas que têm propósito, que se importam com causas sociais e sustentáveis sejam transparentes em seus negócios.

Ao referirmos no mundo online, não é simples, pois ele tem o mundo em um click.  É mais difícil para as novas gerações conseguir a fidelização, pois são infiéis preferem novidades, marcas novas e experiencias inéditas.  Mesmo  as empresas que oferecem a cocriação para os clientes têm dificuldades para fidelizar.

Pensar no relacionamento do consumidor do futuro requer buscar soluções vitoriosas para propiciar experiencias seguras, ágeis, convenientes e confiáveis tanto para quem paga e para quem recebe.