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Publicado no Jornal de Piracicaba em 25/04/2017

O influencer marketing — termo original, em inglês — não é mais uma aposta. É uma realidade. O marketing de influência é uma disciplina nova nos Estados Unidos e pouco explorada no Brasil. Os Estados Unidos historicamente abrem a trilha das inovações para os demais países. Lá, é apontado como uma das grandes tendências.

Os principais motivos para acreditar na sua explosão: a propaganda perdeu sua força e com o crescente uso de bloqueadores de anúncios, já são adotados por 26% dos usuários de desktop e 15% dos donos de dispositivos móveis. Nos Estados Unidos, 59% dos gestores de marketing já incluem verbas orçamentarias para o marketing de influência.

Estudo realizado pela Nielsen Solutions revela que a maioria (92%) dos consumidores confia mais em recomendações de produtos feitas por indivíduos do que por marcas. O marketing de influência consiste na arte de engajar pessoas que sejam influentes no ambiente online para que compartilhem as mensagens da marca com seus públicos na forma de conteúdo  patrocinado.

A ideia central do marketing de influencia é de que, uma vez que o influenciador compartilha algo, seu público fica inspirado a tomar uma ação. Podendo ser essa  ação algo pequeno, como notar e lembrar o nome de uma marca a conduzi-lo ao reconhecimento da marca, familiaridade com ela e compra no futuro. Ou ser uma ação imediata, como um leitor comentar num post patrocinado no blog ou compartilhar o post do influenciador no facebook.

Cabe destacar que o marketing de influencia não é propaganda. Marcas gastam tempo e dinheiro tentando usar o modelo de anúncio ou comercial pago no mundo do marketing de influência. Isso poderá gerar riscos e uma onda de reações negativas.

O marketing de influência só é possível porque pessoas interagem entre si de maneiras jamais imaginadas. E só dá certo porque pessoas reais confiam mais umas nas outras do que em marcas.

A revista  Forbes  em 2014 publicou informações  de um estudo feito pela consultoria global McKinsey, ressaltando que o marketing inspirado pelo boca a boca gera mais que o dobro de vendas, em comparação com a propaganda, ao mesmo tempo os consumidores apresentam taxa de retenção 37% maior. Por meio do marketing de influência, as marcas estabelecem e nutrem uma relação com os principais influenciadores de seu mercado. E assim conduzem o público que os segue a uma decisão de compra favorável.

Uma  maneira para  categorizar os influenciadores é dividi-los em três segmentos: os midiáticos, jornalistas, analistas e investidores eram os influenciadores da era off-line e ainda exercem esse papel nos meios digitais; os especialistas: líderes de comunidades online, como youtubers, blogueiros, especialistas de mercado, evangelizadores  e os fãs influenciadores: usuários comuns que se destacam em grupos segmentados.

Para alcançar o influenciador, construir um relacionamento com ele e executar um programa não são tarefas difíceis, desde que você tenha em mente os três Cs: comunicação, contratação e compensação. As empresas precisam entender que o desafio no mundo online não é influenciar as pessoas. É influenciar os diálogos entre as pessoas.