1

Expansão Internacional da Cacau Show

Ao criar uma empresa, primeiramente o empreendedor se preocupa em alcançar o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, com objetivo de manter o negócio em plena atividade e rentável. Acima desse ponto, cada real de receita que supera as despesas é lucro.

Depois o foco passa a ser a busca do retorno sobre o investimento empregado na criação da empresa. Nessa etapa, muitos empreendedores imaginam que podem respirar aliviados e que é o momento de celebrar um empreendimento bem-sucedido.

Porém, em razão de mudanças frequentes que ocorrem no mercado e no mundo, não devem ficar acomodados. Nesse sentido, a recomendação para qualquer empresário é buscar o crescimento contínuo.

Em um mercado cada vez mais dinâmico, é preciso estar sempre atento às oportunidades que ele oferece, a fim de poder definir estratégias para se manter, se desenvolver, crescer e até sobreviver. A estratégia de internacionalização de empresas é utilizada pelas organizações que querem atuar em outros países.

Isso pode ocorrer de diferentes formas, como exportar um produto para um país vizinho ou abrir uma unidade no exterior. Submeter-se a um novo país significa adequar-se a uma nova cultura, a um novo conjunto de leis e conquistar um público bem diferente do qual a empresa tem lidado até o presente momento.

Neste ano, a Cacau Show, maior rede de chocolaterias do Brasil, se prepara para um novo plano de expansão, com investimentos de R$ 110 milhões. Um avanço significativo, pois, em pleno ano de pandemia, precisou pisar no freio em seu projeto de expansão.

Assim, em 2020, a marca iniciou a operação de 122 novas lojas – 17 a menos que no ano anterior. Em 2021, no entanto, a chocolateria retomou fôlego e chegou à marca de 2.828 unidades.

De acordo com o presidente e fundador da Cacau Show, Alexandre Costa, a companhia encerrou 2021 com faturamento de R$ 2,9 bilhões, com desempenho de 45% superior ao de 2020, o que representa uma alta de aproximadamente 20% em relação a 2019, período anterior à pandemia de covid-19. Para 2022, o dinheiro deve ser utilizado em abertura de lojas, aquisições e estratégia de internacionalização do negócio, com instalação de seu escritório fora do Brasil.

Segundo Costa, em médio e longo prazo, estima-se que a empresa irá “ter umas 5 mil lojas em todo o Brasil”, número que pode até dobrar com a expansão internacional. Está prevista também a chegada da rede à B3, a Bolsa paulista. Ele ressalta que os números da Cacau Show já são auditados pela empresa Ernst & Young (EY).

Ao analisar o crescimento e a expansão internacional, pode-se verificar que o primeiro é resultado do sistema de franquias bem montado, que conseguiu transformar a marca em uma atração para investidores que pretendem abrir seu próprio negócio. A empresa desenvolveu um conceito de negócio para o varejo brasileiro que consegue ser multiplicado facilmente.

Nascida posteriormente, em 1988, ela é bem maior do que a Kopenhagen, uma de suas principais rivais. Num contexto em que o marketing utiliza os recursos digitais, nos últimos tempos, a Cacau Show apostou em um novo canal de distribuição: as vendas de porta a porta.

Hoje, a companhia tem cerca de 100 mil revendedoras cadastradas. O segmento representou 12% do faturamento em 2021, superando o e-commerce, que colaborou com 10%. Com a aquisição de um espaço de 47 mil metros quadrados, inaugurou sua terceira fábrica em Linhares (ES).

A iniciativa contribuirá para o projeto de expansão fora do País, pois a proximidade ao porto de Vitória pode facilitar as exportações. A estratégia de internacionalização permitirá que a Cacau Show diversifique riscos e atenda a novos mercados, bem como tenha ganhos variáveis e até se torne mais atrativa para o mercado potencial estrangeiro, já que o ganho de câmbio pode ser favorável para os compradores.

Com a presença em novos mercados, a chance de estagnação por conta de cenários adversos diminui sensivelmente, visto que é possível gerar uma autossuficiência muito maior para sua organização no momento em que você deixa de depender exclusivamente de um único público ou de uma determinada região geográfica.




Estratégia do maior varejista

Para muitas empresas, apesar da pandemia de covid-19, o melhor ano da história foi 2020. Várias mudanças ocorreram no comportamento dos consumidores, que passaram a ter uma série de novas necessidades resultantes do home office e das medidas de isolamento social.

Isso levou as empresas a reverem suas estratégias em busca de crescimento ou sobrevivência no mercado. No caso dos varejistas, principalmente os das áreas urbanas e os de shopping centers, foi um ano de muitas perdas.

A Kantar, empresa com origem no Reino Unido, por meio de sua divisão de pesquisa de mercado divulgou qual foi o melhor varejista mundial no ano passado empregando uma metodologia de pesquisa na qual os pontos são atribuídos aos varejistas com base nas receitas internacionais, participação em franquias e alianças fora de suas regiões, além de capacidade de operar por intermédio de mercados on-line ou de abordagem omnichannel.

Para o varejista se qualificar para as classificações, precisava ter um investimento direto em, no mínimo, três países, sendo que pelo menos um deles não poderia ser adjacente a seu mercado doméstico. O estudo da Kantar indicou as dez primeiras maiores empresas entre as analisadas: Walmart – multinacional norte-americana de lojas de departamentos; Amazon – concentra-se no e-commerce, computação em nuvem, streaming e inteligência artificial; Schwarz – especializada em mercearias na Europa; Aldi – integra operações de sourcing global, logística internacional e comércio eletrônico; Alibaba – iniciou no mercado business-to-business fornecendo produtos a um grande número de fabricantes chineses e expandiu-se para todos os tipos de negócio, incluindo varejo; Costco – rede de clube de vendas; Ahold Dellaize – atua no segmento de mercearia on-line nos Estados Unidos e em mercados europeus; Carrefour – rede de hipermercados fundado na França; Ikea – atua no setor de móveis para residências; JD.com – competência operacional e atendimento ao cliente.

Mas qual a maior empresa de varejo em 2020 e qual sua principal estratégia? O Walmart liderou a lista do ranking dos maiores varejistas do mundo mesmo com o fechamento de lojas em vários países, entre eles, o Brasil e o Reino Unido, sendo Argentina e Japão os mais recentes. Sua principal estratégia foi focar a mudança de seu modelo de negócios para alinhar-se a uma abordagem omnichannel mais ampla, ao mesmo tempo que expandiu seus negócios para plataformas de mercado e de serviços.

A estratégia omnichannel é um conceito novo e ainda pouco compreendido. O termo é utilizado para designar a estratégia de oferecer aos clientes vários canais de atendimento com gestão de marketing integrada. Os consumidores contemporâneos estão mais informados, exigentes e querem comprar produtos quando e onde desejarem, e por diferentes canais de vendas/atendimento.

Sendo assim, uma das estratégias de marketing utilizadas pelos varejistas para acompanhar as mudanças de mercado é a diversificação dos canais de vendas/atendimento disponibilizados aos clientes (estratégia de marketing multicanal) e possibilitar a compra por meio de canais virtuais/eletrônicos. O marketing multicanal compreende a oferta de diferentes canais/meios de contato aos clientes, o que permite diversos acessos para atendimento, vendas, serviços e relacionamentos.

Acredita-se que o referido conceito tenha resultado da evolução dos conceitos de varejo multicanal e de marketing integrado. Independentemente do tamanho do negócio, os gestores de empresas do varejo devem repensar suas estratégias e oferecer diversas formas de canais de distribuição, com objetivo de estreitar e fortalecer o relacionamento com seus clientes.

 




Quando adotar o benchmarking

Para melhorarem suas funções e seus processos em um contexto competitivo e vencerem a concorrência, as empresas podem utilizar a prática do benchmarking, que consiste em aprender com outras organizações. Pode ser aplicado a qualquer processo considerando-se que se trata de um instrumento de gestão das empresas que contribui para aperfeiçoar o desempenho delas.

Realiza-se por meio de pesquisas para comparar as ações de cada empresa, e nesses procedimentos podem ser incluídos produtos, serviços e práticas empresariais. A compreensão de sua aplicabilidade é mais fácil quando conhecemos suas vantagens e, assim, podemos estruturá-lo.

Relaciono algumas vantagens que auxiliam na definição de como utilizá-lo: (1) entender o mercado mediante pesquisa regular dos concorrentes, a fim de ter conhecimento dos detalhes do setor e de como funciona o mercado como um todo; (2) regularidade na atualização das informações dos concorrentes – com isso, é possível encontrar tendências e até alterações bruscas que o mercado já vem adotando, e sua empresa não; (3) proporciona uma visão sistêmica dos processos e do mercado profissional; (4) ajuda na diminuição de erros ao conhecer o que outras empresas do setor já fizeram, pois torna possível verificar em quais pontos acertaram e em quais erraram; (5) redução de custos ao estar atento a erros e acertos dos concorrentes, o que evita gastar dinheiro com uma ideia estruturada erroneamente.

Fazer benchmarkings regulares colabora para a eficácia e a eficiência da empresa, e isso propicia que se identifiquem internamente quaisquer áreas potenciais de melhoria. Compreender por que a concorrência está tendo sucesso lhe dá uma visão importante que permite a criação de metas mensuráveis ao definir o sucesso e o desenvolvimento de estratégias inovadoras que viabilizam o monitoramento efetivo de seu progresso.

O benchmarking auxiliou a Coca-Cola a entender melhor sua concorrência indireta. Fazendo um benchmarking do segmento, a marca descobriu que estava perdendo espaço para seus concorrentes indiretos, os quais – diferentemente do que se poderia imaginar – eram os picolés e os cafés.

Ao olharmos para as duas principais finalidades da Coca-Cola, podemos deduzir que a primeira delas é “refrescar” a concorrência entrando no segmento de picolés, e a segunda é espantar a sonolência dos consumidores com mais cafeína em sua fórmula. Outro exemplo é a Xerox, que, desde a década de 1970, comprava equipamentos de seus maiores concorrentes (como a Canon) para os desmontar, com objetivo de saber sobre os materiais e as peças utilizados na fabricação deles, pois eram vendidos mais baratos.

Dessa forma, podia adotar ações para competir no mercado. Ao decidir praticar um benchmarking, pode-se selecionar um dos cinco tipos descritos a seguir, a começar do benchmarking interno, em que a empresa utiliza como ponto de referência os próprios processos internos. Benchmarking competitivo – o ponto de referência são os resultados dos principais concorrentes. O foco é aperfeiçoar métodos e características básicas de produção objetivando alcançar e ultrapassar a concorrência.

O benchmarking funcional não exige a pesquisa de empresas do mesmo setor. O foco é entender como a mesma técnica pode ser praticada em diversos tipos de organização. O benchmarking genérico busca apreender como os mesmos processos podem ser realizados em empresas de diferentes setores.

Já no benchmarking colaborativo prevalece o trabalho em grupo. O processo acontece com a colaboração de um grupo de empresas e tem o objetivo de criar um sistema de indicadores que permita a comparação de desempenho e o compartilhamento de práticas eficientes.

A utilização do benchmarking é um exercício estratégico, portanto não deve ser considerado um exercício isolado. Desse modo, deve pautar-se na definição de ações mais satisfatórias, identificar oportunidades de melhoria e criar um ambiente competitivo em sua empresa.

 

 




O significado das cores nas campanhas de marketing no Natal

Tempo de leitura: 5 min.

Para o período natalino, é importante elaborar as ações de marketing considerando o uso psicológico e harmônico das cores. A fim de exemplificar o potencial das cores, tomemos como exemplo um hospital de São Paulo, onde se verificou que pacientes internados em quartos azuis recebiam alta 30% mais rápido do que os internados em quartos brancos.

A Prefeitura de Londres também trocou as cores escuras da ponte de Blackfriars pelo verde, com objetivo de estancar uma sequência de suicídios que nesse local eram cometidos, o que resultou na redução de 30% no índice das ocorrências. Os produtos antifadiga são estrategicamente apresentados em amarelo ou laranja, os ansiolíticos em azul-claro ou branco, os específicos para problemas cardíacos evitam as cores avermelhadas.

A cor atua sobre o ser humano em várias situações. Desse modo, tornou-se objeto de aplicação no campo do marketing. Ao escolher uma cor básica para a ambientação de sua empresa, loja ou produto, o empresário deve levar em conta os impactos de associação que ela pode causar ao resultado final.

O uso criativo da cor pode realçar a imagem de um varejista e gera no cliente uma predisposição para tomar alguma atitude. Cores frias, como azul e verde, são relaxantes, calmantes e agradáveis. Por esse motivo, podem ser usadas por varejistas que trabalham com produtos e serviços que possam causar ansiedade, por exemplo, aqueles cujo preço é muito elevado.

O profissional de marketing sabe que a primeira coisa à qual as pessoas reagem ao avaliar um objeto é sua cor, e sua resposta afetiva automática representa quase 60% da aceitação dele. Cores quentes, como o vermelho, estimulam a secreção de substâncias excitantes, e seu uso é ideal em restaurantes, com objetivo de incentivar os clientes a comer mais. São também muito usadas em cosméticos, visto que remete à sexualidade e ao prazer.

O amarelo, por sua vez, é a primeira cor percebida pelo ser humano, daí sua presença em equipamentos de mergulho, sinais de advertência, bloquinhos de Post-it, entre outros. As cores como rosa-vivo são calmantes, por promoverem a secreção de determinadas substâncias no cérebro, o que as tornam úteis no departamento de reclamações de uma empresa.

Mostrar o papel das cores na estratégia de marketing é um importante alerta para o fato de que não deve haver gratuidade na escolha delas na comunicação visual de uma empresa ou de seus produtos. Na comunicação de mídia, seja impressa ou virtual, também podem favorecer a empresa se as cores de seu logotipo forem respeitadas.

Portanto, ao elaborar sua estratégia de marketing, fique atento às aplicações e às práticas de algumas cores. As cítricas são utilizadas no mercado voltado para o público adolescente, principalmente em práticas esportivas, como surf, bodyboarding e mountain bike. Azul lembra frescor e pureza, por isso é usado em embalagens de água mineral, além de transmitir calma e equilíbrio.

Vermelho, usado em fast-foods, nos leva a pensar em algo quente e saboroso e, por ser uma cor vibrante, indica algo rápido (fast). Verde indica descanso e repouso visual. Cinza sugere robustez, solidez e seriedade. Assim, pode ser usado em lojas de roupa masculina e produtos da indústria, como equipamentos de cine foto e som.

Amarelo é ideal para ser utilizado como cor de fundo em cartazes de liquidação, com as letras em preto. Branco denota harmonia, higiene e limpeza, porém, em demasia, pode ser entediante.

Aproveite e faça um diagnóstico de sua organização, produtos e outros aspectos relacionados a ela, para verificar se você está utilizando as cores corretas em sua estratégia de marketing nesse Natal.

 

 

 

 




Marketing das ilusões em 2020!

Publicado no Jornal de Piracicaba em 18/12/2020

Parte 1

Estamos finalizando um ano atípico que marcou mudanças rápidas na forma de viver, trabalhar, em curto espaço de tempo tudo precisou ser redefinido bem como praticar o marketing. Existe uma compreensão errada do que é praticar marketing, pois, para muitos, é apenas comunicação.

O marketing consiste em um conjunto de esforços criativos e táticos adotados  para adaptar produtos e serviços ao mercado olhando sempre o que ocorre no macro ambiente externo identificando no contexto as oportunidades e ameaças e definir por ações de marketing com objetivo de oferecer produtos e serviços atendendo as necessidades de nosso público alvo.

O investimento em marketing em especifico para o setor de varejo foi muito restrito com a paralização de algumas atividades produtivas, aumento do número de demissões; redução de trabalho para os profissionais autônomos a insegurança pelo novo contexto. O cenário imposto gerou muita insegurança levando emergir um consumidor analítico que olha e trabalha mais na percepção de como posso comprar e qual a real necessidade em adquirir o produto ou serviço.

Para o varejo que é o canal de relacionamento com pessoas, defino o como: “varejo é gente”, trabalhamos com pessoas e compreender as mudanças comportamentais é fundamental para o sucesso do negócio. Como estratégia de marketing pode-se atribuir que o principal foco foi a sobrevivência. Foi necessário o varejo redefinir suas ações de distribuição do produto propiciando uma rápida expansão para o varejo sem loja, o virtual.

Muitos gestores e profissionais definiram o marketing como um ano de ilusões perdidas. Precisamos ser realistas em relação à pandemia, mas não podemos esmorecer e deixar de buscar oportunidades. Retire o “S” da palavra CRISE e, assim, CRIE alternativas para dar continuidade a seu negócio.

Sabemos da importância do planejamento e nesse contexto foi necessário colocar em pratica uma boa administração do estoque e ter clareza da importância em trabalhar estratégias do marketing sensorial nas lojas físicas e para as lojas virtuais coube concentração do marketing de conteúdo podendo incluir nas ações os influenciadores.

Como primeiro passo para pensar as vendas de fim de ano levando em consideração às particularidades de 2020 o varejo físico deve redobrar as ações de merchandising no ponto de venda, técnicas de emprateleiramento, de exposição de produtos e vitrinismo digital.   Foi-se o tempo em que manequins eram o suficiente para chamar a atenção.

As vitrines digitais são as novas protagonistas das frentes de loja e podem ser consideradas como um entretenimento por si só. Com muitas possibilidades, permitem que a sua empresa passe uma mensagem para todos em sua fachada e cative transeuntes prontos para uma experiência nova. Fica mais fácil captar clientes e passar para eles uma ideia do que vão encontrar no PDV ponto de venda.

Trabalhar os 5 cinco sentidos, sons, sabores, odores e toques, garantindo uma percepção de todo os sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato. São eles que permitem a captação da atenção e levar o consumidor ao ato de compra. No caso de trabalhar ação de comunicação deve-se concentrar no conteúdo que a marca expressa ao público alvo.

O cliente moderno compra em PDVs pela experiência que consegue obter neles, o atendimento que recebe e com novas demandas em mente. A grande dificuldade do lojista com loja física consiste em compreender que a transformação digital não impactou apenas os negócios, que passaram a ser mais informatizados e conectados, mas sim desafiou o varejo de loja física a saber como oferecer mais valor para que o consumidor encontre um diferencial que justifique ir ao PDV.

O marketing para o varejo físico não reside mais em colocar uma grande quantidade de produtos na sua prateleira e garantir o estoque não é mais a única coisa a fazer. O lojista precisa praticar a interatividade no ponto de venda, agilidade, praticidade para que o consumidor possa sentir-se seguro e optar pela compra e estar seguro que se precisar de um pós-venda será atendido.

No próximo artigo abordaremos o marketing nas lojas virtuais e o comportamento do consumidor.




Tecnologia e relacionamento humano no atendimento ao cliente

Publicado no Jornal de Piracicaba em 17/07/2020

Um bom atendimento é decisivo para a satisfação dos clientes. Por esse motivo, seus produtos podem até ser mais baratos que os da concorrência, porém, se o atendimento deixar a desejar, dificilmente a fidelização será alcançada.

Para compreender corretamente o que representa o termo atendimento ao cliente, é preciso definir duas palavras que o compõem. A primeira delas é atender, que quer dizer dar ou prestar atenção, estar atento, cuidar de, ter em vista, tomar em consideração, esperar, servir, escutar e responder. A segunda palavra é cliente, que significa um indivíduo que confia seus interesses a alguém, é um consumidor de produtos e serviços.

Mais do que atender o cliente, é preciso engajá-lo de forma que seja criada uma conexão emocional com ele. A partir disso, os benefícios dessa relação entre empresa e consumidor só aumentarão.

O bom atendimento ao cliente deve ter como objetivo aproximar a empresa dele, cujo resultado é o aumento da interação entre ambos. O consumidor se beneficia com o fato de poder opinar, reclamar ou fazer sugestões, já a empresa deve aproveitar as oportunidades da interação com seus clientes para conhecer as expectativas destes, e isso possibilita a fidelização e a venda de novas soluções.

A tecnologia pode ser uma aliada nesse atendimento, visto que colabora para a fidelização e as estratégias de vendas, bem como para a obtenção de informações que podem ser empregadas com intuito de melhorar a qualidade do serviço oferecido. O uso da tecnologia para captura de dados é um recurso que ganha cada vez mais força no atendimento ao cliente, de modo especial no varejo.

A informação é utilizada para as mais diversas finalidades, passando pelas decisões de compra de matérias-primas até o desenvolvimento e a distribuição de novos produtos e soluções. Desse modo, influencia fortemente a gestão do ponto de venda, os processos operacionais e até a forma como o cliente será atendido.

Para o varejo obter resultados com os investimentos em tecnologia, é preciso que ele tenha normas e procedimentos bem definidos e principalmente uma equipe bem treinada e capacitada na linha de frente. Ao proceder dessa forma, o varejo conquistará uma conexão completa entre os dados transacionais e as preferências específicas dos clientes.

Cabe ao vendedor preparado estabelecer uma ligação profunda com o cliente para levantar dados que permaneceriam ocultos em atendimentos frios e sem nenhum tipo de personalização. A Zara é um exemplo disso, pois, apesar de todas as compras reais dos clientes serem registradas no caixa, no momento do pagamento, os vendedores têm o papel fundamental de estabelecer a relação humana com os clientes por meio de uma pesquisa com a qual verificam quais itens eles procuraram na loja, mas não encontraram, e quais expectativas não foram atendidas. 

As informações obtidas pelos vendedores impactam diretamente as decisões de abastecimento das lojas Zara, suas compras e a criação de novas coleções. Nesse sentido, são essenciais para o desenvolvimento do negócio como um todo. Resultados como esse só são possíveis quando os vendedores capacitados e treinados sabem estabelecer relacionamento com os clientes desde o primeiro contato e fazem as perguntas certas de sondagem, o que conduz ao levantamento e ao registro dos dados levantados.

Diante do exposto, observa-se que estabelecer normas e procedimentos, assim como ter uma equipe bem treinada para conduzir o atendimento ao cliente, é o segredo para a empresa obter fidelização. Embora saibamos que o digital veio para ficar e que será o grande ponto de contato entre o cliente e a marca, não podemos deixar de considerar que ir a uma loja física vai ser cada vez mais uma escolha do consumidor que busca experiência, atendimento e relacionamento humano. É uma nova realidade que tem sido chamada por muitos de “era humanológica”.




Curso de Direito na FUMEP

Publicado no Jornal de Piracicaba em 03/07/2020

A Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba – FUMEP, mantenedora das quatro unidades educacionais: colégio Cotip com ensino médio e técnico, a EEP Escola de Engenharia de Piracicaba, Pós Graduação oferecendo cursos nas modalidades especializações e MBAs e Centro de Educação Corporativa CEPP com cursos de aperfeiçoamento e extensão.

A instituição ocupa atualmente mais de 25.000 metros quadrados de área construída, sua estrutura mantém 42 laboratórios, 11 anfiteatros, salão nobre, ampla biblioteca, quadra esportiva, dois campos de futebol, cantina, restaurante, academia ao ar livre com pista de caminhada e estacionamento com 1200 vagas. Instituição de forte tradição, com mais de meio século de existência comprometida com as transformações sociais, priorizando a qualidade de ensino e a formação de profissionais competentes para atender às necessidades do mercado e prestar serviço à comunidade.

Comprometida com a qualidade da formação intelectual de seus alunos e, principalmente, com o atendimento às necessidades e expectativas da sociedade, formando profissionais competentes e capazes de propor soluções para problemas de âmbito local, regional e nacional. Tem como principais atribuições o estímulo e o aperfeiçoamento do ensino e da pesquisa e a efetivação de convênios com universidades nacionais e internacionais e entidades culturais, cientificas e empresariais do setor público ou privado. Suas ações, destinadas a promover a transmissão de conhecimento, pautada por valores, voltados à ética, transparência, humanização e ao comprometimento.

Pautado na constituição Federal artigo 205 que a Educação é um direito fundamental e define que seu objetivo é o desenvolvimento integral da pessoa humana e seu preparo para o exercício da cidadania a FUMEP oferecerá o curso de Direito aprovado pelo conselho estadual de Educação no último dia 17 de junho com previsão para primeira turma em 2021. Serão oferecidas 160 vagas anuais das quais 80 no período matutino e 80 no período noturno com regime semestral, integralização curricular mínimo de 8 semestres e máximo de 18 semestres.

O curso de Direito da FUMEP nasce a partir do compromisso com o princípio constitucional, de uma necessidade de formação de profissionais da área jurídica com qualificações técnico- profissionais e relacionais para atuar em uma sociedade e um mercado de trabalho marcado pelas inovações tecnológicas e as constantes transformações de processos sociais, produtivos, educacionais e jurídicos.

O curso vem ampliar o portfólio de cursos da área de humanas que já conta com curso de Administração e Ciências Contábeis, o curso de Direito está entre  um dos mais procurados pela área de humanas. O curso foi pensando em total sintonia com os objetivos institucionais, seja por sua contribuição na formação da cultura em geral, seja por sua capacidade singular de prestar serviços à comunidade de Piracicaba e região. 

Oferecer um curso de Direito para Piracicaba é contribuir para uma das cidades do interior do Estado de São Paulo com uma economia diversificada e importante polo de desenvolvimento econômico, e se constitui como centro de conglomerado de cidades. O curso se diferencia dos demais cursos oferecidos na cidade de Piracicaba, uma vez que sua construção pedagógica metodológica e curricular é voltada para as áreas de Inovação, Tecnologia e Direito Empresarial, buscando atender a um demanda por profissionais que desenvolvam competências necessárias para o exercício das funções jurídicas voltadas para a gestão da empresa com base nas tecnologias e métodos que a atual fase de desenvolvimento da internet e da informática possibilitam.

Seu conteúdo curricular relacionam-se entre si e as possibilidades de integração pluridisciplinar, além da escolha estratégica do oferecimento de conteúdo, de modo a desenvolver competências especificas e não mais como recorte de conhecimentos a ser exposto durante determinada carga horária. O curso com enfoque na área empresarial vem contribuir com o crescimento de Piracicaba e região em especifico para empresas dos setores do agronegócio e automobilístico que demandam profissionais com formação mais acentuada.




Educação pós Covid-19

Publicado no Jornal de Piracicaba em 05/06/2020

A pandemia permitiu que repensássemos as diversas maneiras de viver em sociedade. Estamos iniciando um processo de retorno às atividades de forma planejada, e muitos dizem que, em breve, voltaremos ao normal. Entendo que se atribui ao normal o que experimentávamos antes da Covid-19, mas acredito que não teremos mais o que tínhamos e não seremos mais os mesmos, pois todos os setores foram forçados de alguma forma a se adaptarem muito rapidamente, para se adequarem às solicitações do mercado.

A pandemia despertou em nós novos anseios no sentido de vivermos mais em comunidade e estarmos mais conectados à internet, bem como darmos mais importância à preservação da natureza. Pode-se afirmar que novos valores e normas culturais surgirão, com objetivo de valorizar o bem-estar e os ecossistemas.

O fato é que, com o coronavírus, a realidade se mostrou diferente daquela à qual estávamos habituados, e o que tentávamos implementar há anos virou realidade em semanas. O setor educacional, sempre resistente aos ventos da mudança e privilegiando um modelo de aulas expositivas, permitiu a entrada definitiva da tecnologia nas salas de aula.

O cenário pós Covid-19 aponta para maior uso da tecnologia e um maior número de escolas adotando o ensino híbrido, em inglês, blended learning, modalidade que integra as melhores práticas educacionais off-line e on-line. Pode-se dizer que nessa modalidade mistura-se o processo de aprender.

Há momentos em que o aluno estuda sozinho, aproveitando ferramentas on-line, em outros, o ensino acontece de forma presencial, valorizando a interação entre aluno e professor. Os alunos deste século são chamados de nativos digitais, termo utilizado pela primeira vez por Marc Prensky, escritor e palestrante americano em educação. A expressão foi criada no início do século XXI para definir aqueles que cresceram em uma cultura digital e, por isso, teriam habilidades diferenciadas, como processar múltiplas vias de informação e usar intuitivamente as ferramentas tecnológicas.

Numa pesquisa com adolescentes americanos, realizada em 2015 pela Pew Research Center, revelou-se que 92% dos entrevistados estavam on-line diariamente e, entre esses, 24% estavam on-line quase que constantemente. Inserir ferramentas digitais no processo de aprendizagem do estudante tem se mostrado mais coerente com o estado da arte da educação. Embora esses alunos estejam imersos no mundo digital, nem sempre têm as competências e os conhecimentos necessários para identificar riscos e oportunidades que nele existem. Nesse sentido, o ensino híbrido traz para a sala de aula a realidade da nova geração.

Apesar de a tecnologia ter entrado definitivamente nas salas de aula, devemos estar atentos a um contexto nacional: a possibilidade do aumento do “gap” digital entre alunos de escolas públicas. Nesse sentido, a maioria das escolas deve adotar o ensino híbrido, e aulas expositivas devem ser substituídas por aquelas que trazem o aluno para o centro do processo de ensino.

Em decorrência do impacto da pandemia na educação no Brasil, penso que teremos uma diminuição das aulas mais tradicionais e expositivas, as quais serão substituídas por metodologias de ensino a distância, que, além de serem mais ativas para essa geração, falam a língua do aluno. O contexto das aulas on-line levou a sala de aula para dentro das casas, e isso forçou as famílias a acompanharem de perto o processo de educação de crianças e adolescentes.

Hoje os pais podem assistir as aulas dos professores, saber o nível de engajamento dos filhos e participar mais ativamente das rotinas e exigências escolares. Vemos muitos docentes que não tinham o pleno domínio das novas tecnologias se saírem muito bem na modalidade de um ensino realizado a distância. Creio no surgimento de uma nova geração de aprendizes, visto que pais, filhos e educadores estão se reinventando em virtude do isolamento.




As cores e o marketing

Publicado no Jornal de Piracicaba em 18/10/2019

O filósofo alemão Goethe, em sua obra “A teoria das cores, discorre a respeito da influência psíquica da cor: “Cada cor produz um efeito específico sobre o homem, revelando a sua presença tanto na sua retina quanto na alma”.

Assim, as diferentes frequências de luz atuam em linha direta sobre as sensações e emoções. Para exemplificar o potencial das cores, tomemos como exemplo um hospital de São Paulo, onde se verificou que pacientes internados em quartos azuis recebiam alta 30% mais rápido do que os internados em quartos brancos.

A Prefeitura de Londres também trocou as cores escuras da ponte de Blackfriars pelo verde, para estancar uma sequência de suicídios que nesse local eram cometidos, o que resultou na redução de 30% no índice das ocorrências. Os produtos antifadiga são estrategicamente apresentados em amarelo ou laranja, os ansiolíticos em azul claro ou branco, os específicos para problemas cardíacos evitam as cores avermelhadas.

A cor atua sobre o ser humano em várias situações. Desse modo, tornou-se objeto de aplicação no campo do marketing. Ao escolher uma cor básica para a ambientação de sua empresa, loja ou produto, o empresário deve levar em conta os impactos de associação que ela pode causar ao resultado final.

O uso criativo da cor pode realçar a imagem de um varejista e criar no cliente uma predisposição para tomar alguma atitude. Cores frias, como azul e verde, são relaxantes, calmantes e agradáveis. Por esse motivo, podem ser usadas por varejistas que trabalham com produtos e serviços que possam causar ansiedade, por exemplo, aqueles cujo preço é muito elevado.

O profissional de marketing sabe que a primeira coisa à qual as pessoas reagem ao avaliar um objeto é sua cor, e sua resposta afetiva automática representa quase 60% da aceitação dele. Cores quentes,  como o vermelho, estimulam a secreção de substâncias excitantes, e seu uso é ideal em restaurantes, com objetivo de incentivar os clientes a comer mais.

Também são muito usadas em cosméticos, denotando sexualidade e prazer. O amarelo, por sua vez, é a primeira cor percebida pelo ser humano, daí sua presença em equipamentos de mergulho, sinais de advertência, bloquinhos de Post it, entre outros.

As cores como rosa vivo são calmantes, por promoverem a secreção de determinadas substâncias no cérebro, o que as tornam úteis no departamento de reclamações de uma empresa. Mostrar o papel das cores na estratégia de marketing é um importante alerta para o fato de que não deve haver gratuidade na escolha delas na comunicação visual de uma empresa ou de seus produtos.

Na comunicação de mídia, seja impressa ou virtual, a cor também pode favorecer a empresa se as cores de seu logotipo forem respeitadas. Portanto, ao elaborar sua estratégia de marketing, fique atento às aplicações e práticas de algumas cores.

As cítricas são utilizadas no mercado voltado para o público adolescente, principalmente em práticas esportivas, como surf, bodyboarding e mountain bike. Azul lembra frescor e pureza, por isso é usado em embalagens de água mineral, além de transmitir calma e equilíbrio. Vermelho, usado em fast-foods, nos leva a pensar em algo quente e saboroso e, por ser uma cor vibrante, indica algo rápido (fast).

Verde oferece sensação de descanso e repouso visual. Cinza sugere robustez, solidez e seriedade. Assim, pode ser usado em lojas de roupa masculina e produtos da indústria, como equipamentos de cinefoto e som. Amarelo é ideal para ser utilizado como cor de fundo em cartazes de liquidação, com as letras em preto. Branco denota harmonia, higiene e limpeza, porém, em demasia, pode ser entediante.

Aproveite e faça um diagnóstico de sua organização, produtos e outros aspectos relacionados a ela, para verificar se você está utilizando as cores corretas em sua estratégia de marketing.

 




Pernambucanas e Avon firmam parceria para vendas nas lojas da varejista

NOVAREJO: Por: Jade Gonçalves Castilho

Pernambucanas anunciou uma parceria com a Avon para vendas dos produtos de perfumaria nas lojas da varejista a partir do mês de agosto.

Ao todo, os produtos da marca serão comercializados em 32 lojas da rede varejista, com itens das linhas de perfumes, maquiagem e cuidados para o corpo da marca de cosméticos, assim como no aplicativo, site (mobile e desktop) e nos tablets disponíveis em todas as 355 unidades do país.

Negócio

A presença da marca de beleza nas lojas da varejista também representa uma possibilidade para a revendedora da Avon, que poderá repor, com mais agilidade e flexibilidade, seu estoque de produtos.

“Essa parceria é resultado da sinergia de duas marcas que transpassam gerações e reconhecidas pela força do relacionamento e pela valorização das mulheres e das famílias. Em conjunto com a Avon, iremos proporcionar mais agilidade às revendedoras Avon e um sortimento ainda mais completo às famílias brasileiras, alavancando o crescimento saudável do varejo e contribuindo com a economia nacional”, afirma Sergio Borriello, CEO da Pernambucanas.

Segundo o presidente da Avon Brasil, José Vicente Marino, colocar os produtos em uma rede de varejo é importante para impulsionar a venda direta.

“Colocar nossos produtos no varejo é uma inovação gigante para uma companhia de venda direta. Produtos Avon nas lojas Pernambucanas significam mais rápido e fácil acesso dos consumidores e revendedoras ao nosso portfólio, além da possibilidade de experimentação e de um ponto de distribuição para que a revendedora possa retirar produtos”, finaliza.